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Circuito Cepe de Cultura reúne mestres dos folguedos juninos

Circuito Cepe de Cultura reúne mestres dos folguedos juninos

O ciclo junino, seus folguedos, mestres, artistas e brincantes se encontram na terceira etapa do Circuito Cepe de Cultura 2021, que acontecerá de modo virtual entre os dias 15 e 17 de junho. Sob inspiração de uma das mais belas canções de Luiz Gonzaga (Olha pro céu, com letra de José Fernandes), o circuito propõe um momento de celebração e de conhecimento sobre ritmos e danças que fazem a identidade cultural nordestina. Forró, coco de roda, xaxado, poesia popular, cantoria de viola costuram a programação com mais de vinte atrações, entre lançamentos literários, rodas de conversa, exibição de filmes, oficinas e atividades para o público infantil. As apresentações acontecem das 10h às 21h, são gratuitas e estão ancoradas no portal www.circuitocepedecultura.com.br.

 

Para a curadora do Circuito, Jamille Barbosa, a programação mantém a proposta de integrar diferentes linguagens artísticas e de reunir nomes consagrados e de profissionais da cena contemporânea de todas as regiões do Estado. Nas Rodas de Ritmos, quadro mediado pelo professor, pesquisador e músico Climério de Oliveira, o público terá a oportunidade rara de conhecer as trajetórias (de vida e musical) de mestres como Quartinha ( 72 anos, lenda vida da zabumba, que recebeu do Rei do Baião o seu primeiro cachê, aos dez anos de idade), Zé Negão (71 anos, único representante do coco de senzala em Pernambuco), Dona Ana Lúcia (77 anos, uma das pioneiras do coco em Olinda e nas rodas desde os três anos de idade), Therezinha do Acordeon (71 anos, instrumentista pioneira e por décadas a “única mulher a tocar e cantar forró”), além de Antônio Lisboa e Edmilson Ferreira, Daniel Olímpio e João Lídio – duplas de poetas repentistas consagrados.

Coleção Pajeú – Outro ponto alto do Circuito será o lançamento dos primeiros títulos que integram a Coleção Pajeú, da Cepe Editora, que tem como objetivo fortalecer e dar mais visibilidade à produção poética do Sertão do Pajeú. Os livros, totalmente bancados pela editora, foram selecionados pelo Conselho Editorial do Pajeú, formado por poetas da região e criado por ocasião da 1ª Feira da Poesia do Pajeú, evento feito pela Cepe em julho de 2019, em São José do Egito.

O livro Meu Eu Sertanejo, do poeta, repentista e compositor Henrique Brandão, tem live de lançamento na terça-feira (15) às 15h. Sob a inspiração de temas diversos, como o amor, a desigualdade social, a intolerância, o autor reúne em seu livro de estreia 40 poesias. “Escrevo sobre tudo, mas a minha maior inspiração é o Sertão do Pajeú”, afirma. No Circuito, ele conversará com a professora e escritora Haidée Camelo Fonseca.

Na quarta-feira (16), também às 15h, será a vez do lançamento do livro Mesas de Glosas da 1ª Feira de Poesia do Pajeú, título que reúne o trabalho de 19 poetas que participaram dos desafios de versos de improviso durante o evento. “Poetisas e poetas de várias cidades da nossa região representam fielmente o que tem acontecido no nosso terreiro, por meio da poesia: o gosto incondicional pelo Sertão, a crítica política e social, os amores, os temas jocosos e atuais, o respeito às figuras culturais homenageadas pela Feira, na ocasião, Manoel Filó (em memória) e o Patrimônio Vivo de Pernambuco, Dedé Monteiro”, escreve na apresentação da obra uma das integrantes do conselho, Andreia Miron. A live será mediada pelo jornalista e cineasta Jefferson Sousa, autor da série Poetas Analfabetos do Sertão do Pajeú de Pernambuco. Participam também os poetas Zé Adalberto (Itapetim), Elenilda Amaral (Afogados da Ingazeira) e Gislândio Araújo (Brejinho).

Redes de Poesia, terceiro título da Coleção Pajeú, ganha lançamento na quinta-feira (17), às 15h. Apesar de ter começado a escrever aos 20 anos, só agora, aos 36, o poeta popular Andrade Lima publica seu primeiro livro. “Espero que o projeto se perpetue e novos escritores sejam contemplados para o mundo conhecer as suas poesias”, destaca. A obra tem nove capítulos, com cerca de 170 poemas, escritos em vários temas, a partir de métrica, oração e rima. O soneto é a modalidade poética mais utilizada pelo poeta, que possui mais de 500 textos já escritos. Entretanto, Andrade Lima tem a habilidade de versar em mais de dez estilos de poesia. No circuito, o autor também conversa com Jefferson Sousa.

Na grade do circuito, Maciel Melo, o grupo Samba de Coco Raízes de Arcoverde e o trio feminino de forró As Januárias e a Orquestra Criança Cidadã são as atrações musicais. A programação infantil também reserva atrações imperdíveis, como a peça musicada Sebastiana e Severina, que à moda do repente conta a história de duas rendeiras em busca de um príncipe encantado, além das oficinas da turma do Mamulengando Alegria.

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